Vegan – cena de gaja

Veganismo

Olá terráqueos!

Bem vindos ao primeiro post do Cenas Verdes!

Se vieste cá parar por acaso, parabéns! Acabaste de descobrir uma fonte de conhecimento inesgotável! Ou talvez não. Mas acabaste de chegar a uma boa ferramenta de pesquisa e informação. Razoável vá. Bom, é melhor que nada.

É certo que o veganismo está bastante na moda, pelo menos nas redes sociais, mas afinal, o que é ser vegan? Isso é aquela malta que come alfaces e são todos magrinhos não é? Foi a carência de informação escrita naquela que é a mais bela das línguas – a de vaca, ups, a de Camões, quero eu dizer – , que levou este blog a surgir das profundezas do inferno para atormentar a tua vida!

Se não percebes nada de veganismo, mas ainda assim odeias todos os seres que comem cenas verdes, és bem-vindo;

Se és um chico-esperto que percebe tudo sobre tudo, deixa-te ficar por cá que fazes falta;

Se ‘tás-te a cagar para qualquer explicação moral ou científica, que possa vir daqui para a frente, bom, não sei o que te diga. Mas eu também gostava muito de frango assado.

O que é um vegan?

Muito resumidamente, um vegan é um ser de inteligência superior, cujo conhecimento nunca deve de ser questionado ou posto em causa. Quantos mais anos dedicados à causa e à dieta, maior é o poder do vegan, sendo o próprio Super-Homem, alimentado por energia solar, e o Hulk, que nem se alimenta e é verde, os vegans mais poderosos de que temos conhecimento. Já sei que o Popeye também comia muitos espinafres, mas um gajo vestido de marinheiro? Fónix man…

Antes de mais, eu gostava de expressar a minha não compreensão do termo vegetariano. A palavra provém do termo vegetal, mas ovos e leite não crescem em árvores certo? Um é menstruação de galinha e o outro é uma secreção produzida pelas glândulas mamárias da vaca para alimentar o bezerro. Nenhum dos dois me parece muito vegetal. O termo vegetariano, até para um idiota como eu, é idiota.

Um vegan evita todo e qualquer produto de origem animal, desde os de género alimentício aos de cosmética ou vestuário. Isto é a explicação mais simples e resumida, agora, isto é como a religião e a política, existem gaziliões de ramificações desta “dieta” – ovo-lacto-vegetariano, ovo-vegetariano, pescatoriano, ostro-vegetariano, insecto-vegetariano, vegetariano, vegan, raw vegan, frutariano, pessoas que comem barro, cagaitas e outras cenas estranhas e até as que vieram de Krypton.

Na minha modesta opinião, qualquer pessoa interessada em nutrição, já passou por diversas dietas e testes alimentares. Isto porque a informação disponível actualmente é tanta e tão pouco consensual, que é difícil para o leigo chegar a uma conclusão sem duvidar se vai ou não morrer por falta de um nutriente que nem tão pouco sabia que existia.

Então qual é a dieta certa para ti? Epah, deve de ser uma que te dê uma nota de 50 paus cada vez que dás uma dentada.

Existe uma única razão para te tornares vegan – moralidade.

Ainda que eu tenha as minhas dúvidas acerca do benefício da introdução de produtos animais na dieta, tenho plena certeza de que esses produtos não são obtidos de forma lá muito simpática.

É estimado que cerca de 150 biliões de animais são mortos anualmente, unicamente pela indústria alimentar. Os grandes vencedores desta corrida são os peixinhos – perto de 90 biliões -, o que nos faz pensar que é realmente muito estranho que a sardinha chegue cada vez mais tarde à mesa. Os restantes 60 biliões de animais mortos são os da indústria pecuária – aqueles que comemos. Sim, os bifes, pernas, asas, línguas, fígados, corações e chouriços não nasceram assim – são carne, membros, órgãos e sangue de animais. Mais de 3000 animais são mortos por segundo, para satisfazer as nossas necessidades pessoais. Ou serão prazeres?

Apesar de eu não poder confirmar a veracidade destes números, é fácil concluir que não devem andar muito longe da verdade. Qual foi a última vez que tiveste uma refeição sem produtos animais? Nestes números não estão incluídos todos os cães e gatos que abandonamos – somos muito bons nisto em Portugal -, todos os animais presos em jardins zoológicos e aquários sem qualquer fim de pesquisa científica, todos os animais que torturamos e matamos para entretenimento do povão – vulgo tourada, entre outros -, todos os animais torturados para poderes utilizar aquele creme de papaia que te deixa a pele mais brilhante ou vestires aquela camisola de lã quentinha ou aquele casaco de pele bué fashion.

É verdade que a nossa existência implica a morte de outros seres vivos. É simplesmente inevitável. Mas é algo que podia ser facilmente reduzido.

2 thoughts on “Vegan – cena de gaja

  1. Responder
    Carolina - 31 Março, 2017

    Parabéns! a melhor explicação que li até agora sobre ser vegan e porquê! (bem não li assim tanta mas… gostei 😉 )

    1. Responder
      Paulo Buchinho - 31 Março, 2017

      Eish, já escrevi isto há tanto tempo que já nem me lembrava! Ehehehe. Ainda bem que gostaste, Carolina 🙂

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