Guisado de Favas e Castanhas

“E às cinco e meia em ponto,
Telefonas-me a dizer:
Não sei viver sem ti
Amor, não sei o que fazer.
Faz-me favas com chouriço,
O meu prato favorito.”

Quando for grande

Quando eu era pequeno, queria ser escritor. Vá, eu não era assim tão pequeno. Tinha 16 ou 17 anos.

A leitura sempre foi um dos meus passatempos preferidos. Desde muito pequenino, sempre gostei de ler. Muito antes de saber ler, eu já gostava de livros e histórias. Adorava audiolivros e os contos da minha bisavó. Sim, leste bem – audiolivros. Pensavas que eram uma invenção recente? Não man, na década de 90 já andávamos ali a curtir audiolivros em formato analógico, com as famosas cassetes. Eu tinha uma colecção considerável de audiolivros, especialmente de histórias da Disney.

Quando aprendi a ler, o interesse pela leitura tornou-se mais acentuado. Banda desenhada (gibi) tornou-se uma perdição. Marvel, DC, Disney e Turma da Mônica eram os meus preferidos. Depois vieram os clássicos – A Ilha do Tesouro, Vinte Mil Léguas Submarinas ou O Último dos Moicanos, foram algumas das primeiras obras que me lembro de ter lido, fora do programa escolar.

P. R. R. Buchinho

O meu interesse pelas línguas, especialmente pela língua portuguesa, levou-me a seguir a seguir línguas e humanísticas como área de estudo, no ensino secundário. Ou então foi só para fugir à matemática. Mas é muito melhor pensar que eu já tinha maturidade suficiente para tomar essa decisão.

Desde então, a minha paixão pela leitura e escrita tem sido constante. Da prosa à poesia, os meus interesses são muito diversificados.

Porque é que me tornei cozinheiro, perguntas tu? Porque, como qualquer puto parvo de 14 ou 15 anos, eu também era um puto parvo de 14 ou 15 anos. Muita coisa acontece na tua vida durante a adolescência. Obrigarem-te a decidir o teu futuro em tão tenra idade, é… hmmmm… vá, estúpido.

Ainda continuo a achar que escrevo melhor do que cozinho, mas é quando oiço rimas tão belas como as do José Cid que vem a confirmação de que, afinal, também eu poderia ter tido um futuro brilhante no mundo da literatura.

Ingredientes:

1 Cebola Roxa
5 Dentes de Alho
4 Folhas de Louro
1 Colher de Sopa de Erva-doce
1 Pedaço de Gengibre
1 Colher de Chá de Sementes de Coentro moídas
2 Colheres de Chá de Colorau
1 Colher de Sopa de Paprika Fumada
1.5 Litros de Água
2 Chávenas de Favas secas
2 Colheres de Sopa de Puré de Tomate
700 gr. de Abóbora
1 Chávena de Castanhas secas
1 Batata-doce
Duas mãos cheias de Kale
Sal
Pimenta Preta
Molhe de Coentros (opcional)
1 Colher de Sopa de Azeite (opcional)

Instruções:

  • Lava as favas secas e deixa-as de molho, em muita água, durante 8-12 horas;
  • Faz uma maratona no Netflix;
  • Pica a cebola e o alho, mesmo tipo coiso;
  • Num tacho quente, faz um refogado com a cebola e alho picados, folhas de louro e erva-doce em azeite;
    • Se não quiseres utilizar azeite ou outra gordura, podes fazer o “refogado” com duas colheres de água;
      • Basicamente, atiras com os ingredientes para dentro do tacho quente, juntas duas colheres de sopa de água (ou mais, se necessário) e vais mexendo até começar a ficar douradinho;
    • Eu gosto de utilizar azeite nestes pratos com cheirinho a comida portuguesa;
  • Entretanto, pica o gengibre;
    • Vê se mexes essas mãozinhas rápido, porque tens a comida ao fogo;
  • Junta o gengibre picado, as sementes de coentro moídas, o colorau, paprika fumada, pimenta preta e um pouco de sal ao refogado;

Favas 1

  • Deixa refogar mais 1 minuto;
  • Escorre as favas, lava-as novamente e junta-as ao tacho;
  • Junta também 1.5 de água fria;
  • Tapa o tacho e deixa cozer, em lume brando, durante cerca de 1.5 horas;
    • Convém ir espreitando, de vez em quando, para ter a certeza de que ainda tens água suficiente e de que as favas não estão já cozidas;

Favas 2

  • Enquanto a cena coze e coiso, abre uma garrafa de vinho e bebe um copo, afinal, estás a fazer comida portuguesa;
  • Lava bem a batata-doce e a abóbora e corta-as em cubos;
    • Eu utilizo sempre a batata-doce com casca;
    • A abóbora, dependendo da variedade (hokaido, por exemplo), também podes utilizar com casca;

Favas 3

  • Abóbora, batata-doce e castanhas para dentro do tacho, mexe e volta a tapar;
  • Lava bem a kale, até porque normalmente está cheia de terra e corta-a assim às sete pazadas;
  • Quando a bata-doce estiver cozinhada, o resto também deve de estar;
  • Esta seria uma boa altura para verificares se a comida precisa de um pouco mais de sal, pimenta, etc;
    • “Oh meu Deus, mas como é que eu sei se a comida precisa de mais condimentos?” – PROVA A MERDA DA COMIDA! ;
  • Por fim, junta a kale laminada, picada, coiso, não sei como a cortaste;

Favas 4

  • Serve com coentros picados e um copo de tintol, do bom;

Favas 5

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Favas 7

Breakdown Calórico:

(1 Serviço = 1/4 da Receita)

Azul – 71% Hidratos

Vermelho – 11% Gordura

Verde – 18% Proteína

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