Eu sou um grande fã da cultura oriental. Especialmente do vocabulário. Talvez pelo vocabulário algarvio ter tanta influência árabe, talvez por eu ser um idiota, sendo a segunda a mais plausível das hipóteses.
Já referi o meu grande fascínio pelo nome tzatziki. Agora trago-vos o meu grande fascínio sobre o nome falafel. Se tzatziki soa a nome de arma mitológica do Império Otomano, falafel era, certamente, o nome de algum faraó do antigo Egipto.
“Falafel III, filho de Mehotep, herdou o trono com apenas 7 anos de idade, sucedendo o seu irmão Takelot IV.”
Note-se que isto também são tudo nomes espetaculares para jogadores de futebol.
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que comi falafel – foi no Joshua’s do Forum Algarve, tinha eu uns 15 ou 16 anos, antes de ir para uma concentração de tunning.
Eu não fazia ideia o que estava a pedir. Só pedi porque tinha um nome idiota. Aliás, quase todos os pratos no Joshua’s têm nomes espetaculares, mas na altura aquilo era tudo novidade para mim. Há 15 anos atrás, no Algarve, aquilo era tudo relativamente novo. O resultado foi que acabei por comer ir comprar uma baguette ao Pans & Company. O falafel sabia a caca de pombo.
