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Brownie de Chocolate e Avelã

É importante salientar duas coisas:

Esta receita não fica exactamente igual a um brownie tradicional;
Esta receita não sabe, nem um pouco, a feijão;
O segredo da base desta receita é realmente o feijão. É o que vai dar estrutura ao bolo. Mas não te assustes, nem vais dar por ele. E além de ter um sabor neutro, vai dar um óptimo perfil nutricional à receita. Muita proteína, para a malta preocupada com isso.

O objectivo desta receita, como, aliás, de todas as que faço neste blogue, é a recriação de uma receita tradicional, numa forma mais saudável da mesma.

Eu podia fazer um brownie completamente vegetariano, carregado de margarina vegetal e chocolate vegetal derretido. Isso era fácil. Além de ser fácil, eu sei que esse tipo de receitas atrai mais leitores, porque é isso que toda a gente gosta de comer. Mas quando comecei este blogue foi com um objectivo. Mais do que um objectivo, uma missão – a de mostrar ao mundo que comida saudável não tem de ser aborrecida e sem sabor!

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Brownie 3

Brownie de Maçã

Man, chama o que quiseres à tua comida, à tua roupa, à tua música, ninguém tem nada a ver com isso. Eu vou chamar a este bolo brownie de maçã, porque a textura faz-me lembrar a de um brownie. O blogue é meu, eu chamo-lhe o que bem me apetecer. Agora não me apareças é no teu food truck a vender um vegan burger de grão-de-bico em bolo de caco, acompanhados por um orange juice de laranja do Algarve e chips de batata-doce a 10,50€, porque dar nomes fashion às coisas não chega para cobrar 10€ por uma m*rda que vale 5€!!!

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inhame caril

Caril de Inhame

Na ilha de São Jorge, em particular nas fajãs do concelho da Calheta, o inhame foi, em tempos, tão importante na alimentação dos habitantes que estes eram conhecidos por inhameiros.

O inhame era, na altura, considerado comida de escravos e pobres e, portanto, nunca fora sujeito ao pagamento do dízimo. Não foi uma surpresa lá muito agradável quando esta malta tomou conhecimento que deveriam começar a pagar.

Além de quererem que os habitantes pagassem o dízimo, foi também imposto que os agricultores deveriam proceder ao transporte dos inhames desde os campos até ao local da recolha. Ou seja, ao contrário do dízimo cobrado pelo trigo, milho ou vinho, que era sempre cobrado no local de produção, este seria cobrado no local de entrega.

Ora carregar com os inhames no lombo, desde as fajãs até ao povoado, por caminhos de cabras, 500 ou 600 metros ao longo de falésias, para depois os entregar como dízimo, era um verdadeiro espetáculo.

À pala desta brilhante ideia, é lógico que a malta perdeu as estribeiras e houve porrada de meia noite. Morreram pessoas por causa do inhame, só para verem o que os moços gostavam da cena!

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Papas de Aveia

Não me lembro ao certo da primeira vez que comi aveia, nem tão pouco de como a preparei, mas lembro-me que não gostei. Tinha uma textura estranha, pouco sabor, era enjoativo e fazia bolo na boca.

É de pequenino que se torce o pepino. E teria sido bem mais fácil se alguém me tivesse ensinado a gostar de aveia mais cedo.

Também não me lembro ao certo de quando é que comecei a gostar de aveia, mas tenho a certeza de que foi preciso alguma força de vontade. Lembro-me de me ter obrigado a comer muita coisa de que não gostava em prol da minha saúde (tanto física como mental). Ter deixado de ser o gajo da esquerda, para passar a ser o gajo da direita no espaço de um ano, pediu alguns sacrifícios. Especialmente para um preguiçoso que nunca tinha feito desporto na vida.

Hoje, nos dias que correm, sou super-fã de aveia. Eu costumo dizer que papas de aveia é o prato mais constante da minha dieta. É muito raro o dia que não como papas de aveia em alguma refeição. Pela manhã, à tarde ou à noite, antes do treino ou depois do treino, papas de aveia é uma daquelas coisas que me deixa feliz.

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Falafel

Eu sou um grande fã da cultura oriental. Especialmente do vocabulário. Talvez pelo vocabulário algarvio ter tanta influência árabe, talvez por eu ser um idiota, sendo a segunda a mais plausível das hipóteses.
Já referi o meu grande fascínio pelo nome tzatziki. Agora trago-vos o meu grande fascínio sobre o nome falafel. Se tzatziki soa a nome de arma mitológica do Império Otomano, falafel era, certamente, o nome de algum faraó do antigo Egipto.
“Falafel III, filho de Mehotep, herdou o trono com apenas 7 anos de idade, sucedendo o seu irmão Takelot IV.”
Note-se que isto também são tudo nomes espetaculares para jogadores de futebol.

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que comi falafel – foi no Joshua’s do Forum Algarve, tinha eu uns 15 ou 16 anos, antes de ir para uma concentração de tunning.
Eu não fazia ideia o que estava a pedir. Só pedi porque tinha um nome idiota. Aliás, quase todos os pratos no Joshua’s têm nomes espetaculares, mas na altura aquilo era tudo novidade para mim. Há 15 anos atrás, no Algarve, aquilo era tudo relativamente novo. O resultado foi que acabei por comer ir comprar uma baguette ao Pans & Company. O falafel sabia a caca de pombo.

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Caril Thai de Abóbora e Grão

Num verão já bastante distante, trabalhei com o meu amigo João numa barraca de praia. Aos domingos costumavamos fazer caril de frango com amendoins, estilo tailandês. Na altura eramos mais miúdos e tinhamos a mania de que comida super picante era para verdadeiros machos.
A primeira vez que fiz caril tailandês para os meus amigos, eu e o Diogo acabámos o jantar de boxers, as meninas não passaram da primeira garfada e acabei por fazer uns bifes de frango para o Midário.
A primeira vez que fiz caril tailandês para a minha família, nem o meu pai conseguiu comer. E ele gosta da sua boa dose de piri-piri. No dia seguinte, levei o resto da comida para o café do meu tio, lá na ilha, e nenhum dos amigos do meu pai, tudo homem de barba rija, conseguiu comer.
Actualmente também prefiro a comida bem menos picante. Até a Joana prefere a comida mais picante do que eu. A meu ver, quando a comida é picante demais, perde-se o resto dos sabores.

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