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Açaí

Diz-se que uma pessoa torna-se um pouco mais brasileira, cada vez que come esta pequena baga. Não é que alguém queira ser brasileiro (sem ofensas para os meus leitores brasileiros :p), mas afinal de contas, os “cara” são os reis do Jiu-jitsu Brasileiro. E nenhuma comida tem sido mais representativa do BJJ (Brazilian Jiu-jitsu) do que o açaí.
As bagas de açaí são pequenos frutos de cor púrpura escuro, de aspecto semelhante, embora muito mais pequeno, a uvas. São provenientes de um tipo de palmeira muito especial, que cresce somente em regiões muito específicas do globo, tal como a floresta amazónica e outras florestas tropicais na região norte da América do Sul.
Estas bagas são normalmente trituradas e processadas numa espécie de sumo grosso que é vendido congelado, um pouco por todo o mundo. Contudo, no Brasil, o açaí é também utilizado em todo o tipo de sumos, doçaria, gelados, batidos e compotas. As sementes e o óleo são até utilizados em vários produtos de higiene. Até nem é assim tão surpreendente, para um país que produz mais de 85% de todo o açaí vendido no mundo.
O açaí é uma fruta peculiar com valores nutricionais peculiares. Em cada 100 gr. de açaí puro, encontramos 13 gr. de proteína e 17 gr. de gordura. É extremamente rico, para uma fruta tão pequena, especialmente se comparado com outras bagas.
Alguns estudos têm indicado o açaí como a comida com maior concentração de antioxidantes do planeta.

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Lasanha de Cogumelos e Courgette

Todos nós somos, de alguma forma, influenciados e moldados por aqueles que nos rodeiam. Contraímos hábitos, absorvermos costumes e criamos tradições. É inerente à nossa existência. É impossível aprendermos e evoluirmos sem sermos influenciados. São os nossos costumes que nos tornam humanos.
Quando era miúdo, algo que me irritava um pouco, era o facto de introduzirem pratos estrangeiros nas refeições de Natal. Eu adorava (e adoro) tradições, especialmente as que envolviam comida. Para mim Natal era caldo verde, bacalhau cozido com grão, feijoada de litão (não é leitão, é mesmo um prato de peixe tradicional da minha terra), bolo-rei e trutas de batata-doce e abóbora-chila. Nunca consegui compreender porque é que a minha tia costuma fazer lasanha no Natal, mas muita gente na minha família espera ansiosamente por esse prato.
Se acompanhas este blogue, é fácil presumir que a tradição gastronómica, especialmente no Natal, já pouco me diz.
Se lasanha, para ti, tem de ser com carne picada e queijo, então estás com azar. Eu chamo-lhe lasanha na mesma, tu podes chamar-lhe o que quiseres.

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Papas de Aveia

Não me lembro ao certo da primeira vez que comi aveia, nem tão pouco de como a preparei, mas lembro-me que não gostei. Tinha uma textura estranha, pouco sabor, era enjoativo e fazia bolo na boca.

É de pequenino que se torce o pepino. E teria sido bem mais fácil se alguém me tivesse ensinado a gostar de aveia mais cedo.

Também não me lembro ao certo de quando é que comecei a gostar de aveia, mas tenho a certeza de que foi preciso alguma força de vontade. Lembro-me de me ter obrigado a comer muita coisa de que não gostava em prol da minha saúde (tanto física como mental). Ter deixado de ser o gajo da esquerda, para passar a ser o gajo da direita no espaço de um ano, pediu alguns sacrifícios. Especialmente para um preguiçoso que nunca tinha feito desporto na vida.

Hoje, nos dias que correm, sou super-fã de aveia. Eu costumo dizer que papas de aveia é o prato mais constante da minha dieta. É muito raro o dia que não como papas de aveia em alguma refeição. Pela manhã, à tarde ou à noite, antes do treino ou depois do treino, papas de aveia é uma daquelas coisas que me deixa feliz.

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Falafel

Eu sou um grande fã da cultura oriental. Especialmente do vocabulário. Talvez pelo vocabulário algarvio ter tanta influência árabe, talvez por eu ser um idiota, sendo a segunda a mais plausível das hipóteses.
Já referi o meu grande fascínio pelo nome tzatziki. Agora trago-vos o meu grande fascínio sobre o nome falafel. Se tzatziki soa a nome de arma mitológica do Império Otomano, falafel era, certamente, o nome de algum faraó do antigo Egipto.
“Falafel III, filho de Mehotep, herdou o trono com apenas 7 anos de idade, sucedendo o seu irmão Takelot IV.”
Note-se que isto também são tudo nomes espetaculares para jogadores de futebol.

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que comi falafel – foi no Joshua’s do Forum Algarve, tinha eu uns 15 ou 16 anos, antes de ir para uma concentração de tunning.
Eu não fazia ideia o que estava a pedir. Só pedi porque tinha um nome idiota. Aliás, quase todos os pratos no Joshua’s têm nomes espetaculares, mas na altura aquilo era tudo novidade para mim. Há 15 anos atrás, no Algarve, aquilo era tudo relativamente novo. O resultado foi que acabei por comer ir comprar uma baguette ao Pans & Company. O falafel sabia a caca de pombo.

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Caril Thai de Abóbora e Grão

Num verão já bastante distante, trabalhei com o meu amigo João numa barraca de praia. Aos domingos costumavamos fazer caril de frango com amendoins, estilo tailandês. Na altura eramos mais miúdos e tinhamos a mania de que comida super picante era para verdadeiros machos.
A primeira vez que fiz caril tailandês para os meus amigos, eu e o Diogo acabámos o jantar de boxers, as meninas não passaram da primeira garfada e acabei por fazer uns bifes de frango para o Midário.
A primeira vez que fiz caril tailandês para a minha família, nem o meu pai conseguiu comer. E ele gosta da sua boa dose de piri-piri. No dia seguinte, levei o resto da comida para o café do meu tio, lá na ilha, e nenhum dos amigos do meu pai, tudo homem de barba rija, conseguiu comer.
Actualmente também prefiro a comida bem menos picante. Até a Joana prefere a comida mais picante do que eu. A meu ver, quando a comida é picante demais, perde-se o resto dos sabores.

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Arroz Main

Papas de Arroz com Frutos Silvestres

Arroz logo pela manhã é algo que pode soar estranho para os portugueses, brasileiros e grande maioria dos ocidentais. Mas em muitas culturas, especialmente na Ásia, claro, o arroz está presente em praticamente todas as refeições, incluindo o pequeno-almoço.
Arroz com ovo cru e Nattō no Japão, sopa de arroz e vegetais na China, arroz branco com dahl de lentilhas na Índia, arroz com ovo frito nas Filipinas, Kuy teav com massa de arroz no Cambodja ou arroz com peixe frito na Indonésia. Não são almoço ou jantar, não, mas sim a primeira refeição do dia, para muita gente.
Quando me perguntam o que é um pequeno-almoço típico em Portugal, muitas vezes não sei se estou a dar a resposta certa.
Quando eu era miúdo comia cereais, depois passei a pão torrado com manteiga e café com leite e só quando ganhei algum juízo é que me apercebi que também podia comer fruta, batidos e outras coisas. Sim, também passei pela fase dos ovos cozidos, atum com grão e peitos de frango, como qualquer outro cromo do ginásio.
Mas afinal, o que é um pequeno-almoço típico em Portugal? É que grande parte dos meus amigos simplesmente não comiam nada. A não ser que um espresso e quatro cigarros até à hora de almoço conte como refeição. Vá, alguns também comiam um pastel de nata ou outro bolo.
Já a malta da pequena ilha de onde sou natural, gosta de comer uma bifana e emborcar uma cerveja pela manhã. Mas muitos deles começam o dia de trabalho às 04h00 da manhã! Depois de quatro ou cinco horas de trabalho, o pequeno-almoço já não sabe propriamente a pequeno-almoço certo?
Um café e um bagaço, já dizia o Rui Veloso. É essa a minha resposta, quando me perguntam o que é um pequeno-almoço típico em Portugal.

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